sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Projetos


1) Iniciação Científica

1.1 Como me contaram: espaços abertos em tempos diversos

Resumo: Este projeto tem, por objetivo geral, promover uma leitura de Como me contaram; fábulas historiais, 1971, da escritora mineira Maria José de Queiroz, observando como as cidades estão ali representadas. A obra da escritora mineira é bastante extensa, incluindo livros de poemas e de ficção, além de ensaios sobre temas relacionados à literatura. Nesse livro em particular, Queiroz elabora um registro literário de narrativas colhidas na cultura oral ou garimpadas nos registros históricos dos Autos da Devassa, sempre à luz da imaginação que ora preenche lacunas ora as expande para dar lugar à curiosidade do leitor. Ainda que a maioria dos textos tenha caráter narrativo, o livro traz também alguns poemas que ampliam o diálogo estabelecido com aqueles que lhe forneceram as histórias, acrescentando também os amigos de letras convidados a compartilhar esse universo reinventado.

Coordenadora e Orientadora: Profa. Dra. Mariângela de Andrade Paraizo
Aluno pesquisador: Thiago Nunes Santana
Faculdade de Letras da UFMG
Período: 2013-2014.

2) Mestrado 

2.1 Como me contaram: fábulas historiais, de Maria José de Queiroz, e Atlas, de Jorge Luis Borges

Resumo: Este projeto objetiva realizar uma leitura comparada da representação das cidades literárias em Como me contaram: fábulas historiais, de Maria José de Queiroz, e Atlas, de Jorge Luis Borges. O pacto entre autor e leitor no livro de Queiroz não é garantido apenas pelas constantes afirmações de ficção feitas pelo narrador nos textos. Esse pacto também é firmado com a memória do leitor, como acontece com Marco Polo, em Cidades invisíveis, de Italo Calvino: “Eu também imaginei um modelo de cidade do qual extraio todas as outras”. Portanto, todo leitor já possuiria em sua mente um modelo de cidade que se expande à medida que é apresentado a cada cidade na ficção.

Orientadora: Profa. Dra. Lyslei Nascimento
Mestranda: Verônica Gomes Olegário Leite
Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários da UFMG
Período: 2014-2016.

3) Doutorado

3.1 Viagem por caminhos e tintas de América: a literatura hispano-americana de Maria José de Queiroz em Homem de sete partidas

Resumo: Este projeto objetiva, a partir do romance Homem de sete partidas, de Maria José de Queiroz, analisar a construção do conceito de literatura hispano-americana da escritora. Ao questionar a existência de uma literatura hispano-americana, o escritor mexicano Octavio Paz, diferentemente de Queiroz, afirma que os considerados hispano-americanos são aqueles que falam/escrevem em espanhol. No entanto, o crítico acaba por abordar alguns aspectos de significativa relevância para essa questão. Um desses aspectos diz respeito a uma aparente unidade dos países de língua espanhola. Para Paz, “unidade não é uniformidade”.  Escreve-se neste espaço não uma literatura única em espanhol, ou ainda, fechada pelas fronteiras e rótulos nacionais – o que, por isso mesmo, não nos exclui. Aproveitando-se da possibilidade de “saltar fronteiras”, o romance Homem de sete partidas compreende como espaço a floresta, cujos limites não se restringem à cartografia oficial, traçados por mapas criados/pensados por poderes político-ideológicos.  A floresta amazônica seria, para Queiroz, um lugar de entrelaçamento, de mistura. Neste romance, apagam-se os limites entre Brasil, Colômbia, Peru. O romance, assim, oferece ao leitor uma oportunidade para se refletir sobre o território hispano-americano, num passeio por sua história, percorrendo tempos e espaços pela arte ficcional.

Orientadora: Profa. Dra. Lyslei Nascimento
Doutoranda: Ivana Teixeira Figueiredo Gund
Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários da UFMG
Período: 2014-2017.

3.2 História, memória e cotidiano nas narrativas de Maria José de Queiroz
 


Resumo: Este projeto objetiva estudar as relações entre a História, a Memória e o cotidiano na obra de Maria José de Queiroz, ancoradas nas relações entre historiografia e literatura na construção dos romances contos e novelas, além de procurar as fronteiras que medeiam a História oficial e as histórias ficcionais. Nesse contexto, pretende-se ainda esclarecer de que forma o texto híbrido que daí resulta constitui-se, também, em uma forma de construção do passado e de sua atualização no presente.

Orientadora: Profa. Dra. Constância Duarte
Doutoranda:  Maria Lúcia Barbosa
Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários da UFMG
Período: 2014-2017.