domingo, 5 de janeiro de 2014

Projeto de Doutorado em Letras - Viagem por caminhos e tintas de América: a literatura hispano-americana de Maria José de Queiroz em "Homem de sete partidas"

Título: Viagem por caminhos e tintas de América: a literatura hispano-americana de Maria José de Queiroz em Homem de sete partidas

Resumo: Este projeto objetiva, a partir do romance Homem de sete partidas, de Maria José de Queiroz, analisar a construção do conceito de literatura hispano-americana da escritora. Ao questionar a existência de uma literatura hispano-americana, o escritor mexicano Octavio Paz (1996), diferentemente de Queiroz, afirma que os considerados hispano-americanos são aqueles que falam/escrevem em espanhol. No entanto, o crítico acaba por abordar alguns aspectos de significativa relevância para essa questão. 

Um desses aspectos diz respeito a uma aparente unidade dos países de língua espanhola. Para Octavio Paz, “unidade não é uniformidade”.  Escreve-se neste espaço não uma literatura única em espanhol, ou ainda, fechada pelas fronteiras e rótulos nacionais – o que, por isso mesmo, não nos exclui. Aproveitando-se da possibilidade de “saltar fronteiras”, o romance Homem de sete partidas compreende como espaço a floresta, cujos limites não se restringem à cartografia oficial, traçados por mapas criados/pensados por poderes político-ideológicos.  A floresta amazônica seria, para Queiroz, um lugar de entrelaçamento, de mistura. Neste romance, apagam-se os limites entre Brasil, Colômbia, Peru. O romance, assim, oferece ao leitor uma oportunidade para se refletir sobre o território hispano-americano, num passeio por sua história, percorrendo tempos e espaços pela arte ficcional.

Orientadora: Profa. Dra. Lyslei Nascimento
Doutoranda: Ivana Teixeira Figueiredo Gund
Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários da UFMG
Período: 2014-2017.

Projeto de Doutorado em Letras - História, memória e cotidiano nas narrativas de Maria José de Queiroz

Título: História, memória e cotidiano nas narrativas de Maria José de Queiroz

Resumo: As narrativas de Maria José de Queiroz revelam a caracterização que a escritora faz da história e do cotidiano, afastando-se do pensamento idealista ou mítico, que considera como histórico apenas os grandes feitos e as ações próprias do mundo nobre, que valoriza os acontecimentos não em função de sua causa e da maneira como são produzidos, mas em razão da impressão que deixam na consciência das massas. Esse tipo de narrativa, que não se fixa nos detalhes e enfatiza a descrição de um cotidiano desconectado de dimensões históricas, tem, nos textos da escritora, um contraponto importante.



As questões cotidianas e históricas abordadas nos textos de Queiroz potencializam sua significação ao ampliar os relatos factuais em uma dimensão maior ao entremeá-los com a ficção e constituindo-o como versão e não como verdade absoluta.  Assim, sem ostentar o que poderia ser chamado de “status de verdade”, o texto de Queiroz revela o processo histórico colocando em xeque, pela fantasia, as versões oficiais, o relato factual, a verdade do ponto de vista dessa História que se quer “voz da verdade”. Este projeto, assim, objetiva estudar essa estratégia de revisitação da história e, portanto, da memória, na obra de Maria José de Queiroz.

Orientadora: Profa. Dra. Constância Duarte
Doutoranda:  Maria Lúcia Barbosa
Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários da UFMG
Período: 2014-2017.